De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), os três suspeitos já possuíam passagem pela polícia. Alan responde por homicídio e deixou presídio da Mata Escura, na última sexta-feira (15). Já Éverton responde por tráfico de drogas e Edmilson foi apreendido pela prática de roubo, quando era menor.
Conforme a SSP, além de uma garrafa com gasolina, a Polícia também encontrou crack e maconha com o grupo. Ao Correio, o delegado da 5ª Delegacia de Periperi, Nilton Borba, informou que vários litros de álcool foram encontrados com os suspeitos.
Motivação
“Tudo indica que essas pessoas são as articuladoras”, diz o delegado Borba sobre os suspeitos. Para ele, o ataque pode ter ocorrido em represália a morte de um traficante da região em confronto com a Polícia, no último sábado (18). “É uma área que tem muita disputa por territórios e estamos tentando evitar os conflitos”, completou.
Segundo ele, um traficante conhecido como Camarão estaria brigando pelo comando da área. “Ele saiu da cadeia e a gente tem informe de que ele está disputando o local”, explica..
Omajor Elsimar Leão, comandante da 19º CIPM, diz que a políicia não vai se intimidar com a tentativa de retaliação. “Vamos continuar agindo. Não haverá tolerância para este ou qualquer outro tipo de crime”.
Após o incêndio o ônibus ficou destruído
(Foto: Almiro Lores/CORREIO)
Final de linha improvisado
Quem precisa passar pela região da Base Naval de Aratu precisa estar atento às mudanças do ônibus. Isso porque os coletivos não estão indo até o destino final. “A gente não está indo até o final da Base Naval. Estamos parando próximo ao muro da Marinha”, explica o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira. A distância das localidades é de cerca de 600 metros.
Segundo Ferreira, as alterações foram feitas para proteger a integridade física dos trabalhadores. “A gente vai avaliar o melhor momento para voltar”, completou.
Incêndios na capital baiana
Até o dia 30 de agosto, pelo 11 ônibus foram queimados este ano, em Salvador. De acordo com a assessoria de comunicação do Consórcio Integra, isso representa um prejuízo de quase R$ 3 milhões para as empresas de ônibus, já que cada veículo custa, em média, R$ 260 mil.
O prejuízo, no entanto, acaba sendo repassado para a população, já que muitas vezes há demora para o veículo ser reposto - a linha fica, literalmente, desfalcada. Além disso, as perdas entram na conta das empresas, na hora de discutir os reajustes das tarifas, como explica a prefeitura. De acordo com o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, a conta das perdas, na verdade, chega a ser um pouco maior, afinal, os 11 ônibus citados são apenas do Consórcio Integra. Quando se inclui outros veículos da frota urbana, como os micro-ônibus do sistema complementar, além de um veículo pertencente a um vereador, o número sobe para 16.

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