A abertura emocional foi um dos pontos mais importantes da trajetória de Selena. Tudo começou com a música “The Heart Wants What It Wants”, na qual ela fala em tom confessional sobre a dor do término com Justin Bieber. Durante o American Music Awards de 2016, sua primeira aparição pública depois de cancelar sua tour mundial e se internar em uma clínica psiquiátrica para cuidar da ansiedade, ela também se abriu na frente da plateia e do mundo com um discurso que mudou sua imagem.
“Eu acho que posso dizer que muitos de vocês sabem muito sobre minha vida, e eu gostando ou não, tive que parar. Porque eu tinha tudo, e estava completamente quebrada por dentro. Eu não quero ver seus corpos no Instagram. Eu quero ver o que está aqui”, continuou Selena, com a mão no coração. “Não estou tentando ganhar validação, e nem preciso mais disso. Mas se você estiver quebrado, você não tem que continuar assim. E quer você me respeite ou não, essa é a única coisa que tem que saber sobre mim: eu me importo com as pessoas”, declarou ela.
Apesar dessa abertura com as dores da vida e a postura mais genuína no Instagram contribuírem com sua carreira, a iniciativa foi um tiro no escuro, levando em conta que, até recentemente, outras celebridades evitavam ao máximo mostrar suas vulnerabilidades para a o mundo. É só lembrar de Britney Spears e Marilyn Monroe, por exemplo, que faziam parte de um sonho de vida perfeita que não existe para ninguém. Não é à toa que Adwoa Aboah também está entre as capas desta edição do impresso: ela também falou abertamente sobre saúde mental durante toda sua trajetória como modelo.
Selena explica como se cuidar em tempos como os de hoje: “primeiro é preciso se educar, depois, se comunicar com alguém que você respeita. Eu perguntei a professores, coachs, empresários, pessoas que eu respeitava pela vida que levavam. Você é muito influenciado por quem está ao seu redor. Se você estiver com pessoas que pensam que essas coisas são estúpidas, talvez tenha que reavaliar essas companhias. É uma jornada solitária perceber de onde tudo isso vem, e sair dessa.” Ela finaliza com um passo a passo quem tem sido o caminho de muitas pessoas: “é preciso balancear o poder de dizer não e ter auto cuidado. Eu tenho que tomar cuidado de mim mesma e não me sentir culpada por isso. Terapia, fé, trabalho duro, doçura. É isso.”
(Elle)

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