A escolha do Rio de Janeiro como cidade sede dos Jogos Olímpicos pode não ter sido a única a contar com compra de votos. De acordo com o Ministério Público Federal do Rio (MPF), a eleição de Tóquio como sede dos Jogos de 2020 também pode ter sido comprada. Segundo a procuradora Fabiana Schneider, o senegalês Papa Diack - que recebeu dinheiro do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) - recebeu 1,7 milhões de euros do Comitê Olímpico de Tóquio. Ainda será investigado que a ação está relacionada a escolha da capital japonesa.
"O modus operandi de Papa Diack era o mesmo. Porém, o Comitê de Tóquio depositou o dinheiro diretamente na conta da empresa do senegalês. Já o Comitê brasileiro fez os depósitos em nomes de terceiros, pela empresa Matlock, do empresário Arthur Cesar (Rei Arthur). Tinha uma complexidade muito maior", afirmou a procuradora.
Arthur Cesar Soares é o antigo proprietário do Grupo Facility, empresa que firmava contratos de prestação de serviços com o governo carioca durante o governo de Sérgio Cabral. Na época, a empresa somava contratos da ordem de R$ 3 bilhões.
A procuradora não deu mais detalhes sobre o depósito de Tóquio, já que a investigação brasileira é apenas um braço de todo o processo.
(terra)
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terça-feira, 5 de setembro de 2017
Escolha de Tóquio para 2020 também pode ser sido comprada
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