As imagens foram feitas para os canais online da revista Stylist, que lançou a campanha Stylist Hair Equality Initiative, da qual Freddie faz parte, para que todos os salões comuniquem com clareza se eles tratam ou não de cabelos afro, para que cobrem um preço igualitário e para garantir que suas comunicações tenham diversidade étnica. Freddie também é dona da Big Hair No Care, que produz extensões capilares para diversos estilos de cabelo.
“Para ser honesta, eu não esperava nada”, conta ela em seu Instagram. “Eu nunca havia entrado em um salão não-afro antes disso, e os comentários e rejeições machucaram um pouco. Posso ser ingênua mas eu estou bem chocada que, no centro de Londres, em 2017, eu escute comentários como ‘se seu cabelo fosse mais macio…’ (justo quando você pensava que era mais macio que algodão!)”
Ela fala sobre como a imagem homogênea de modelos brancas de cabelos lisos sendo o padrão de beleza é um dos grandes agravantes dessa falta de representatividade. “Um grande percentual de mulheres negras não se sentem representadas nessas ruas. Elas sentem que suas necessidades não são ouvidas. E a indústria capilar é uma grande parte do problema!”, declara ela no vídeo.
Nas imagens, é possível ouvir atendentes falando que “por ser mais difícil, o custo é maior.” Nessa parte, Freddie questiona: mais difícil para quem? Ela também teve que ouvir que seu tratamento ou corte custaria o dobro do preço do comum.
Felizmente, ela também encontrou salões que treinavam seus funcionários para cuidar de todos os tipos de cabelo. “As experiências que temos em nossas ruas importantes, desde compras ao acesso a oportunidades, deveriam refletir a diversidade de nossas comunidades”, declarou ela. “A diversidade não é só colocar pessoas negras nas propagandas, mas também ter aquela conversa desconfortável.”
(Elle)

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