A proposta para a construção de um restaurante popular com preços subsidiados para comerciários no Salvador Shopping se transformou em uma batalha judicial tendo de um lado o Grupo João Carlos Paes Mendonça (GJCPM). e a Federação do Comércio da Bahia (Fecomercio-BA), e do outro a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Bahia (Abrasel-BA).
Inconformada com a proposta da construção do restaurante, a Abrasel-Ba entrou com uma ação na Justiça para impedir a implantação do empreendimento.
Em reação à ação judicial, o GJCPM levou um grupo de jornalistas de Salvador para conhecer o funcionamento de um restaurante do tipo, fruto da parceria com o Sesc, que funciona há quatro anos no shopping Rio Mar, no bairro Pina, em Recife.
"Isso é capitalismo selvagem", reagiu o empresário João Carlos Paes Mendonça, lembrando que o grupo mantém três estabelecimentos do mesmo formato, em centros comerciais do Nordeste. Ele recebeu a imprensa em seu escritório, em Recife, e se disse perplexo e indignado com a ação impetrada pela Abrasel-BA na 4ª Vara Cível e Comercial, em Salvador.
O empresário disse que não se trata de concorrência desleal, como é alegado na ação, mas de respeito ao direito dos comerciários de terem acesso a uma alimentação de boa qualidade nutricional, a preços baixos,
Surpresa
O advogado Cândido Sá, que representa a entidade na ação, disse que, segundo levantamento da Abrasel-BA, cerca de 33% das compras na praça de alimentação correspondem ao consumo de comerciários.
O vice-presidente da Fecomércio-Bahia, o empresário Kelsor Fernandes, lembrou que é dever estatutário da entidade amparar os comerciários que mensalmente têm descontada taxa de seus salários, valor que deve ser revertido em seu favor.
Fernandes disse que a diretoria da entidade ficou surpresa com ação, já que dias antes representantes da Abrasel-BA, que integra uma das câmaras da federação, mantiveram reunião com o presidente Carlos Andrade, que pediu uma proposta para evitar o impasse.
Kelsor Fernandes lembrou que na última reunião entre as partes foi solicitado que a Abrasel indicasse um restaurante para servir refeições de boa qualidade por R$ 12, o que não aconteceu.
O diretor regional do GJCPM, Fernando Rocha, lembrou que o acordo coletivo entre empregados e comerciantes do shopping, prevê tíquete dos comerciários de R$ 9,60 e o preço médio do quilo do alimento no shopping é de R$ 40.
Fonte: atarde

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