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sexta-feira, 30 de junho de 2017

A tecnologia é a evolução do esporte


O árbitro de vídeo veio para ficar, ainda bem. Entendo o posicionamento do amigo Darino, por exemplo, que acredita que a necessidade da confirmação de alguns gols pela nova ferramenta matará a emoção do futebol em pouco tempo. No entanto, creio que o gol em que ele será necessário é exceção dentro da quantidade grande marcada numa competição.

Além do mais, em termos de cartões e/ou simulações dos jogadores, a tendência é que os atletas, com o advento do vídeo, sejam mais “verdadeiros”, afinal, eles vão ter ciência de que suas atitudes estão sendo filmadas. É só lembrar que, depois que a TV Globo começou a realizar leituras labiais, os boleiros logo passaram a conversar com a mão por cima da boca. Portanto, eles irão se acostumar.

Assim como diversos outros esportes, o futebol evoluiu. Mas a mediação não havia acompanhado essa evolução. Ainda assim, o árbitro de vídeo não dará a certeza das melhores decisões, sobretudo no caso das ações interpretativas, e o basquete é um exemplo disso. Há repetições de lances confusos e, ainda assim, nem sempre o bom senso impera.

De qualquer forma, não dá para usar as exceções para baldear uma decisão que demorou de ser tomada. No geral, o árbitro de vídeo torna o espetáculo mais justo e alivia a pressão sobre os juízes.

Ao longo dos últimos anos, o futebol se tornou um esporte mais rápido, mais detalhista e, principalmente, mais midiatizado. Há câmeras por todo o canto e, acredito, colocar uma na bola também vai ser questão de tempo.

Outros esportes seguiram essa evolução. As pontuações do basquete aumentaram nos últimos anos pela velocidade do jogo. Os jogadores de vôlei são mais altos, além das próprias mudanças na dinâmica do esporte. O tênis adotou o árbitro de vídeo já que, cada vez mais, se tornou impossível os olhos acompanharem a velocidade da bolinha. Até no MMA, a Comissão Atlética Brasileira autoriza o replay de vídeo desde o ano passado.

Na Copa das Confederações, o uso tem sido positivo, mas ainda é necessário ver como se comporta o árbitro de vídeo em competições de clubes mais tradicionais, como é o caso da Copa Libertadores, que terá a novidade a partir das quartas de final. De qualquer forma, ainda é preciso um aperfeiçoamento, talvez, dando aos clubes a oportunidade de questionar a marcação, ou não, de gols quando o juiz não pedir o auxílio tecnológico.

Assim, por mais que, por ventura, o árbitro de vídeo venha segurar a emoção instantânea de um gol marcado, o ganho com ele impedindo a injustiça dentro de uma partida de futebol tem força muito maior. Melhor perder a emoção do que perder um título por conta de um erro.

EMOÇÃO

Por falar em emoção, o GP de Azerbaijão, no último domingo, relembrou as grandes corridas de Fórmula 1 do passado, com boas ultrapassagens, duelo de estratégias e confusão, ainda que uma parte significativa da prova tenha ocorrido com o Safety Car na pista.

De qualquer forma, talvez esteja aí uma boa ideia para os próximos anos trazerem um pouco mais de disputa para a categoria. Circuitos mais difíceis, com pontos de ultrapassagens mais duros, forçando os pilotos a usarem mais o talento do que a tecnologia. Se tiverem a beleza das ruas de Baku, melhor ainda.

Fonte: correio24horas

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